Gostaria de colocar um esclarecimento que pode parecer uma presunção de minha parte, mas do que é que estou falando ou tentando explicar: É muito simples que minha proposta neste blog é de procurar trazer esclarecimento sobre O Candomblé uma Religião de Origem Africana que aqui e alguns lugares fora do continente Africano modificou muitos de seus costumes, mas só que lá na própria origem dependendo da Tribo ele também possui divergências não entrarei nestes méritos até por falta de conhecimento. Agora aquilo que me chega as mãos e analiso e vejo que tem alguma origem do que aprendi com meus mais velhos, saibam que sempre estarei usando este veiculo para acrescentar a divulgação destes conhecimentos para que possamos encontrar um caminho mais próximo da verdade axé meu amigos.
A Iniciação no Jeje Mahi
Hùngbónò Charles | Maio 30, 2011 at 2:36 am | Categorias: Candomblé | URL: http://wp.me/pds6I-Na
De um modo geral, a iniciação no Jeje é mais complicada do que a iniciação da Nação Ketu, a começar pelo tempo de reclusão dos neófitos que no passado durava até um ano. Hoje, devido ao ritmo de nossas vidas, este tempo caiu para seis meses. Três meses a vodunsi fica dentro do Hundeme (quarto de santo) e os outros três meses fora dele, mas ainda na roça. Durante seu período de iniciação a Vodunsi passará por várias etapas, entre as quais pode-se citar Sakpokàn ou Sarakpokàn, Vivauê, Kán, Duká, Zò, Sanjebé, Grá (ou Grã), etc. Dentre estes os de maior destaque o Sakpokàn e o Grá.
A iniciação no Jeje Mahi sempre contece com formação de "barcos" ou "ahamas", pela tradição nunca se recolhe uma única pessoa e nem barcos com números pares de componentes, levando ao entendimento de que sempre que houver iniciação deve-se ter no mínimo três Vodunsis em processo na roça. Em geral cada sacerdote ou sacerdotisa Jeje Mahi, durante seu comando, não recolhem muitos barcos; a quantidade controlável de filhos de santo é muito importante, pois há um ditado que diz "é melhor ter poucos filhos bons a muitos ruins". Na Casa das Minas também não é diferente.
A iniciação da Vodunsi começa com a filha "bolando" (caindo) aos pés da arvore (atinsá) consagrada a seu Vodun, e ali ela permanecerá desacordada durante sete dias e sete noites. Dizem que já houve casos de vodunsis consagradas a voduns aquáticos que ficaram esse período na água. A ordem das vodunsis no barco se dá pela ordem conforme elas vão "bolando" nos atinsás, assim teremos:
A primeira será Dofona (o) ( Dòfònun)
A segunda será Dofonotinha (o) (Dòfònuntín)
A terceira será Fomo (Fòmò ou Yòmò)
A terceira será Fomotinha (o) (Fòmòtín)
A quinta será Gamo (Gàmò)
A sexta será Gamotinha (o) (Gàmòtín)
A sétima será Vimo (Vimun)
Durante o tempo que a Vodunsi permanecer debaixo do atinsá de seu Vodun, será cuidada pelos Ogãs e Ekedjis. Neste período, a mãe de santo (ou pai) é proibida de ir ver a filha. Isso por que a(o) zeladora(o) pode sentir pena da Vodunsi e de certa forma pode querer ajudá-la, afim de aliviá-la de seu estado. Acabando os sete dias, a vodunsi ainda desfalecida será levada pelos ogans até o zelador no Hundeme para que este inicie a feitura. O momento em que a vodunsi acorda do desfalecimento é considerado como um renascimento, após passar pela morte ritual e acordar numa nova vida, agora como Vodunsi, um compromisso que deverá carregar consigo por toda sua vida. A partir daí a vodunsi passará por processos de limpezas, descarregos, banhos de ervas, ebós, e durante uma semana deverá descansar até o dia do Sakpokàn ou Sarakpokàn. O Sakpokàn é uma cerimônia que acontece sete dias após o inicio dos rituais de feitura, quartorze dias após o "bolar" na qual a vodunsi dança manifestada com seu Vodun. A dança é desajeitada e desordenada. O Sakpokàn também representa a despedida da Vodunsi de seus familiares que forem assistir ao ritual, que só verão a vodunsi novamente meses depois no "dia do nome". No dia do Sakpokàn a Vodunsi será raspada e catulada. Das etapas de iniciação que a nova Vodunsi deve passar, a mais intrigante e misteriosa é o Grá.
O Grá
O Grá é uma divindade ou entidade violenta e agressiva que se manifesta na Vodunsi apenas na sua iniciação durante três dias e próximo ao "dia do nome". O principal objetivo do Grá é matar o(a) zelador (a) que deverá permanecer escondido nos aposentos da casa durante os três dias em que o Grá estiver manifestado. O Grá é acompanhado pelos Ogans, Ekedis e algumas Vodunsis antigas que farão com que ele realize algumas penitências, fazendo-o cansar. Há um número certo de pessoas que poderão acompanhar o Grá que durante estes três dias ficará solto pelo pátio da roça comendo tudo que encontrar como folhas de árvores e frutos caídos, motivos estes que exigem que a roça seja grande e com bastante árvores. As pessoas que acompanham o Grá, assim como ele mesmo, carregam um porrete com o qual ele tenta agredir as pessoas e realiza sua penitência, que tem como objetivo levar todo mal e toda energia negativa da Vodunsi, e também o objetivo principal de cansar o Grá para que ele não cause tanto transtorno. Durante os dias de penitência, os acompanhantes entoam certas cântigas específicas. Após os três dias procurando o(a) zelador(a), o Grá tem o encontro tão esperado, que acontecerá no Agbasá (salão de dança). Ao som de paó e adahun, o Grá entra pela porta principal do Agbasá e se deparara com o(a) zelador(a), que estará sentado(a) em uma cadeira esperando por ele, partindo pra cima do mesmo para matá-lo. Neste instante todo cuidado é pouco, pois o Grá pode ferir o(a) zelador(a). Quando o Grá adentra o Agbasá, os Ogans correm para tirar-lhe o porrete que ele luta para não entregar. É um momento de extase. Nesse instante os tambores tocam com mais força e o(a) zelador(a), então nervoso e sem poder sair da cadeira, entoa uma cantiga e a Vodunsi cai desfalecida no chão e logo em seguida é pega pelo Vodun. É um alivio total e o ritual do Grá chegou ao fim. A quem diga que o Grá é um Erê malvado, outros dizem que é o Exu do Vodun, outros ainda dizem que é o lado negativo do Vodun ou mesmo da própria Vodunsi, um lado animalesco e primitivo seu, que está no seu inconsciente, que manifestou-se em seu renascimento e que foi mandado embora para sempre. O Grá despeja pra fora toda raiva e o ódio da Vodunsi. Como se depois do Grá não houvesse mais ódio, raiva, rancor dentro da Vodunsi, somente o que é bom e benéfico. Significa que a Vodunsi nunca mais sentirá fome, nunca vai dormirá no relento, nunca mais irá confrontar ou agredirá seu(a) zelador(a), fisicamente ou com palavras, pois o Grá levou isso com ele. O ritual do Grá envolve muitas simbologias e interpretações que pelas leis do Jeje não poderei citá-las aqui.
O Dia do Nome
O Dia do Nome é um dia muito especial, com cerimônia pública (Zandró) no Jeje Mahi. O Vodum manifestar-se-á em sua Vodunsi e vai dançar na sala. Antigamente, uma única pessoa era escolhida para tomar o nome particular (Hún ìn) do Vodun de todas no "barco", sendo considerado(a) padrinho ou madrinha do "barco". Hoje geralmente são escolhidos mais de uma pessoa para esta tarefa. Após este dia, a iniciante agora sim é uma Vodunsi.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
CARGOS DA NAÇÃO JEJE
Estes cargos da Nação JEJE foi fornecido pelo Vondunsí - Hùngbónó Charles em matéria publicada no blog Candomblé Word Press.
Sacerdotais:
Vodunnon: Sacerdote do culto ao Vodun.
Toy Vodunnon: Sacerdote dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Nochê: Sacerdotisa dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Hundeva (rundêvá) - sacerdote responsável pelas cerimônias de nahunos (iniciação).
Grafa-se: Hùndévà.
Bakonnon: Sacerdote de Fá, adivinhador.
Hùngbónò: Sacerdote do culto ao Vodun, preferencialmente aquele cujo Vodun é um Nagô. Pode designar o filho mais velho de uma casa de santo, neste caso segue o feminino Hùngbòna.
Gaiaku: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun é um Nagô e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun Nagô. No Sejá Hundê é o título de todas as sacerdotisas.
Doné: Título dado às sacerdotisas cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. No Bogun é o título de todas as sacerdotisas. Grafa-se: Donὲ, em fongbé.
Doté: Título dado aos sacerdotes cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Grafa-se: Dotὲ, em fongbé.
Megitó: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun pertence à família de Dan e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Alguns definem que todo(a) sacerdote(a) que tenha feito Voduns em filhos pode ser denominado Megitó. Grafa-se: Mεjitɔ́, em fongbé.
Obs: Uma mesma pessoa pode usar os vários títulos, por exemplo, um mesmo sacerdote será Doté para seus filhos iniciados para Hevioso e Megitó para seus filhos iniciados para Dan, embora prevaleça o título cabível para seu Vodun.
Rodantes:
Vodunsi: filha ou filho de santo que vira com o Vodun, corresponde a Iyawô do Ketu. Segundo o vodun a vodunsi pode ser:
Nanansi ou Nanã – Filhos de Nanã. Na África os iniciados de Nanã, sejam vodunsis ou não, recebem na frente de seus nomes ou cargo a palavra Nanã. Grafa-se: Nànásí.
Lisasi ou Agamavi - Filhos de Lisa Grafa-se: Lisàsí (tradução: Lisà = albino + Así = esposa)
Grafa-se: Aganmàví (tradução: Aganmà = camaleão + Ví = filho ou descendente). Lebasi - Filhos de Legba. Grafa-se: Lε̆gbàsí.
Ogunsi – Filhos de Ogun. (Gu). Grafa-se: Gǔnsí.
Otolusi – Filhos de Otolu. Grafa-se: Otólùsí.
Aguési – Filhos de Águé. Grafa-se: Agὲsí.
Sakpatasi - Filhos de Sakpata. Grafa-se: Sakpatásí.
Lokosi – Filhos de Loko. Grafa-se: Lòkósí. Ahuansi – Filhos de Ogun e Oyá. Grafa-se: Áxúàsì
Etemi: significa "meu mais velho", é a vodunsi que completou 7 anos de feitura, o mesmo que egbomi no Ketu.
Hunsó (runssó): mãe pequena. Grafa-se: Hùnsɔ̀. (pronuncia: Runsó)
Se grafarmos Hùnsò (pronuncia: Runsô) Teremos a tradução: Hùn = Vodún + Sò = Raio. Ou seja, diríamos Vodún do Raio. Um adjetivo para o vodún Sògbò.
Dehe (deré): vodunsi responsável por todos os atins mágicos usados nos rituais. Grafa-se: Dεlὲ. (pronuncia: Deré) * No Fongbé a letra “L” tem som de “R”.
Dehe-vitu (deré vitu): cargo que substitui a mãe-pequena. Grafa-se: Dεlὲ vitù.
Abose (abôssé): Responsável pelos carregos e segurança da casa, normalmente é dado a um filho de Gu, pois o vodum também toma cargo.
Ekedjis:
Gonzegan: Ekedji responsável pelo Grá.
Dogan (dôgan): pessoa responsável pela comida dos voduns. Esse cargo pode ser ocupado tanto por uma ekedji como por um vodunsi.
Nandevó: Ekeji responsável pelas roupas utilizadas pelos voduns, geralmente são
pertencentesao vodun Lissá.
Nandokpé: Responsável pela limpeza dos assentamentos e pedras dos
voduns. (Não confundir com Nadopé - despedida dos voduns jeje-mina).
Ogãs:
Pegigan: Responsável por todos os pejis da casa, é quem sacrifica os animais de 4 pata. Grafa-se: Kpεjígán. Significa: Kpεjí = sobre o altar + Gán = senhor. Trazendo a idéia de ”Senhor que zela o altar”. Ou ainda: Kpεn = pedra + Jí = verbo gerar + Gán = senhor. Trazendo idéia de “O senhor que gera (ou dá a vida) à pedra”.
Bagigan: Ogam responsável pelas folhas. Grafa-se como: Agbajìgán. Agbajì = pátio + Gán = senhor. Ou seja: o senhor que cuida ou zela do pátio, que por coincidência é onde estão plantadas as folhas.
Gaimpê: É responsável pelo suporte nas funções de iniciação e pode também ser o “separador de cabeças”. O que imola os animais ritualisticamente. Acompanha a mãe ou pai de santo em todos os rituais de preparação de um barco.
Gankutó: Responsável pelo Gã, instrumento de metal que tem a mesma importância que os atabaques. É utilizado em todas as cerimônias. É o Gankutó quem entoa os cânticos em todas as funções da Casa. “O malvado que nos faz dançar”
Sojatin: Responsável pelos cuidados específicos dos Atinsas - as árvores sagradas. Pode também ser o conhecedor das folhas.
Abasa (abassá): Responsável pela sala (barracão). Todos os preceitos de sala são feitos por ele. Cabe também a ele receber e acomodar as visitas. Grafa-se: Agbásà. Significa: pátio ou área externa. O ‘Gàn’ (senhor) que realiza esta atribuição é o Agbásàgán. Na língua Fongbé se utiliza a forma ‘Gán’. Possivelmente a palavra Ogan foi assimilada no Brasil da língua Anágò que grafa: Ògá. E que faz alusão ao mesmo cargo.
Hun to (rum tó): dono do tambor. Responsável pelos atabaques, cantigas e rezas. Grafa-se: Gánhǔntɔ́. (pronuncia: Gan run tó) Vale lembrar que Hǔn significa: tambor largo e Tɔ́ significa: proprietário. Considerando que Gán=senhor, temos: “O senhor proprietário do tambor”.
Rundevá, Rundeví, Seneví : Títulos dados em hierarquia para os ogans tocadores de atabaque (Rum, Rumpi, Lé).
kajèkaji: neófito, não iniciado, o mesmo que abiã no Ketu.
Sacerdotais:
Vodunnon: Sacerdote do culto ao Vodun.
Toy Vodunnon: Sacerdote dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Nochê: Sacerdotisa dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Hundeva (rundêvá) - sacerdote responsável pelas cerimônias de nahunos (iniciação).
Grafa-se: Hùndévà.
Bakonnon: Sacerdote de Fá, adivinhador.
Hùngbónò: Sacerdote do culto ao Vodun, preferencialmente aquele cujo Vodun é um Nagô. Pode designar o filho mais velho de uma casa de santo, neste caso segue o feminino Hùngbòna.
Gaiaku: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun é um Nagô e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun Nagô. No Sejá Hundê é o título de todas as sacerdotisas.
Doné: Título dado às sacerdotisas cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. No Bogun é o título de todas as sacerdotisas. Grafa-se: Donὲ, em fongbé.
Doté: Título dado aos sacerdotes cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Grafa-se: Dotὲ, em fongbé.
Megitó: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun pertence à família de Dan e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Alguns definem que todo(a) sacerdote(a) que tenha feito Voduns em filhos pode ser denominado Megitó. Grafa-se: Mεjitɔ́, em fongbé.
Obs: Uma mesma pessoa pode usar os vários títulos, por exemplo, um mesmo sacerdote será Doté para seus filhos iniciados para Hevioso e Megitó para seus filhos iniciados para Dan, embora prevaleça o título cabível para seu Vodun.
Rodantes:
Vodunsi: filha ou filho de santo que vira com o Vodun, corresponde a Iyawô do Ketu. Segundo o vodun a vodunsi pode ser:
Nanansi ou Nanã – Filhos de Nanã. Na África os iniciados de Nanã, sejam vodunsis ou não, recebem na frente de seus nomes ou cargo a palavra Nanã. Grafa-se: Nànásí.
Lisasi ou Agamavi - Filhos de Lisa Grafa-se: Lisàsí (tradução: Lisà = albino + Así = esposa)
Grafa-se: Aganmàví (tradução: Aganmà = camaleão + Ví = filho ou descendente). Lebasi - Filhos de Legba. Grafa-se: Lε̆gbàsí.
Ogunsi – Filhos de Ogun. (Gu). Grafa-se: Gǔnsí.
Otolusi – Filhos de Otolu. Grafa-se: Otólùsí.
Aguési – Filhos de Águé. Grafa-se: Agὲsí.
Sakpatasi - Filhos de Sakpata. Grafa-se: Sakpatásí.
Lokosi – Filhos de Loko. Grafa-se: Lòkósí. Ahuansi – Filhos de Ogun e Oyá. Grafa-se: Áxúàsì
Etemi: significa "meu mais velho", é a vodunsi que completou 7 anos de feitura, o mesmo que egbomi no Ketu.
Hunsó (runssó): mãe pequena. Grafa-se: Hùnsɔ̀. (pronuncia: Runsó)
Se grafarmos Hùnsò (pronuncia: Runsô) Teremos a tradução: Hùn = Vodún + Sò = Raio. Ou seja, diríamos Vodún do Raio. Um adjetivo para o vodún Sògbò.
Dehe (deré): vodunsi responsável por todos os atins mágicos usados nos rituais. Grafa-se: Dεlὲ. (pronuncia: Deré) * No Fongbé a letra “L” tem som de “R”.
Dehe-vitu (deré vitu): cargo que substitui a mãe-pequena. Grafa-se: Dεlὲ vitù.
Abose (abôssé): Responsável pelos carregos e segurança da casa, normalmente é dado a um filho de Gu, pois o vodum também toma cargo.
Ekedjis:
Gonzegan: Ekedji responsável pelo Grá.
Dogan (dôgan): pessoa responsável pela comida dos voduns. Esse cargo pode ser ocupado tanto por uma ekedji como por um vodunsi.
Nandevó: Ekeji responsável pelas roupas utilizadas pelos voduns, geralmente são
pertencentesao vodun Lissá.
Nandokpé: Responsável pela limpeza dos assentamentos e pedras dos
voduns. (Não confundir com Nadopé - despedida dos voduns jeje-mina).
Ogãs:
Pegigan: Responsável por todos os pejis da casa, é quem sacrifica os animais de 4 pata. Grafa-se: Kpεjígán. Significa: Kpεjí = sobre o altar + Gán = senhor. Trazendo a idéia de ”Senhor que zela o altar”. Ou ainda: Kpεn = pedra + Jí = verbo gerar + Gán = senhor. Trazendo idéia de “O senhor que gera (ou dá a vida) à pedra”.
Bagigan: Ogam responsável pelas folhas. Grafa-se como: Agbajìgán. Agbajì = pátio + Gán = senhor. Ou seja: o senhor que cuida ou zela do pátio, que por coincidência é onde estão plantadas as folhas.
Gaimpê: É responsável pelo suporte nas funções de iniciação e pode também ser o “separador de cabeças”. O que imola os animais ritualisticamente. Acompanha a mãe ou pai de santo em todos os rituais de preparação de um barco.
Gankutó: Responsável pelo Gã, instrumento de metal que tem a mesma importância que os atabaques. É utilizado em todas as cerimônias. É o Gankutó quem entoa os cânticos em todas as funções da Casa. “O malvado que nos faz dançar”
Sojatin: Responsável pelos cuidados específicos dos Atinsas - as árvores sagradas. Pode também ser o conhecedor das folhas.
Abasa (abassá): Responsável pela sala (barracão). Todos os preceitos de sala são feitos por ele. Cabe também a ele receber e acomodar as visitas. Grafa-se: Agbásà. Significa: pátio ou área externa. O ‘Gàn’ (senhor) que realiza esta atribuição é o Agbásàgán. Na língua Fongbé se utiliza a forma ‘Gán’. Possivelmente a palavra Ogan foi assimilada no Brasil da língua Anágò que grafa: Ògá. E que faz alusão ao mesmo cargo.
Hun to (rum tó): dono do tambor. Responsável pelos atabaques, cantigas e rezas. Grafa-se: Gánhǔntɔ́. (pronuncia: Gan run tó) Vale lembrar que Hǔn significa: tambor largo e Tɔ́ significa: proprietário. Considerando que Gán=senhor, temos: “O senhor proprietário do tambor”.
Rundevá, Rundeví, Seneví : Títulos dados em hierarquia para os ogans tocadores de atabaque (Rum, Rumpi, Lé).
kajèkaji: neófito, não iniciado, o mesmo que abiã no Ketu.
terça-feira, 10 de maio de 2011
QUALIDADES DE OXUM
RECEBI ESTA INFORMAÇÃO DE TOMEJE ATRAVÉS DE MEU E-MAIL
E O QUE ME CHAMOU ATENÇÃO É QUE AINDA TALVEZ POR UMA DIVERGENCIA DE LINGUAGEM DO IORUBA PARA O PORTUGUES ALGUNS DOS NOMES PODEM APRESENTAR ALGUMA DIVERGENCIA, MAS AQUI AS PUBLICO COMO ELE AS CITOU EM SEU TEXTO.
OBS.: E JÁ HÁ VI CITAR ESTES OUTROS NOMES MAS SEMPRE SE FALANDO EM 16 QUALIDADES: DEI-APARÁ-EPONDA-CARE-OKE-ABOTO-ABOCUTAVA-ACARA-AMIRIM-TALADÊ-TUDEMIM-BAUILA-MABE-LEUÁ-IJIDIMUM-MIWA-EUBAMBA.
Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.
O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.
O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.
Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:
- ÒSUN ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi, veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.
- ÒSUN IJÍMU ou Ijimú, é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.
- ÒSUN ABOTÔ também uma velha oxun de culto antigo, ligada as Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.
- ÒSUN OPARÁ ou Apará seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode vestir-se de cor de marronavermelhado,a Senhora da Espada.
- ÒSUN AJAGURA ou Ajajira, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô
- YEYE OKE Oxun jovem guerreira, muito ligada a Oxóssi, carrega ofa e erukere
- YEYE ÌPONDÁ é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò. Yeye Pondá é rainda da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha Oxaguiã.
- YEYE OGA é uma òsun velha e muito guereira, carrega abebe e alfange
- YEYE KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a Odé Karè, Logun edé.
- YEYE IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn.
- YEYE AYAALÁ- é talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.
-YEYE OTIN- Osun com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.
-YEYE IBERÍ ou merimerin- Oxun nova, concentra a vaidade e toda beleza e elegância de uma oxun, dizem que er a Oxun de mãe menininha do Gantois.
-YEYE MOUWÒ- oxun ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e ofange.
-YEYE POPOLOKUN- oxun de culto raro, ligado aos lagos e lagoas,
-YEYE OLÓKÒ- Oxun guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do pôço.
E O QUE ME CHAMOU ATENÇÃO É QUE AINDA TALVEZ POR UMA DIVERGENCIA DE LINGUAGEM DO IORUBA PARA O PORTUGUES ALGUNS DOS NOMES PODEM APRESENTAR ALGUMA DIVERGENCIA, MAS AQUI AS PUBLICO COMO ELE AS CITOU EM SEU TEXTO.
OBS.: E JÁ HÁ VI CITAR ESTES OUTROS NOMES MAS SEMPRE SE FALANDO EM 16 QUALIDADES: DEI-APARÁ-EPONDA-CARE-OKE-ABOTO-ABOCUTAVA-ACARA-AMIRIM-TALADÊ-TUDEMIM-BAUILA-MABE-LEUÁ-IJIDIMUM-MIWA-EUBAMBA.
Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.
O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.
O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.
Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:
- ÒSUN ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi, veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.
- ÒSUN IJÍMU ou Ijimú, é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.
- ÒSUN ABOTÔ também uma velha oxun de culto antigo, ligada as Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.
- ÒSUN OPARÁ ou Apará seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode vestir-se de cor de marronavermelhado,a Senhora da Espada.
- ÒSUN AJAGURA ou Ajajira, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô
- YEYE OKE Oxun jovem guerreira, muito ligada a Oxóssi, carrega ofa e erukere
- YEYE ÌPONDÁ é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò. Yeye Pondá é rainda da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha Oxaguiã.
- YEYE OGA é uma òsun velha e muito guereira, carrega abebe e alfange
- YEYE KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a Odé Karè, Logun edé.
- YEYE IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn.
- YEYE AYAALÁ- é talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.
-YEYE OTIN- Osun com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.
-YEYE IBERÍ ou merimerin- Oxun nova, concentra a vaidade e toda beleza e elegância de uma oxun, dizem que er a Oxun de mãe menininha do Gantois.
-YEYE MOUWÒ- oxun ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e ofange.
-YEYE POPOLOKUN- oxun de culto raro, ligado aos lagos e lagoas,
-YEYE OLÓKÒ- Oxun guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do pôço.
SACRIFICIO DE EJÉ É EBÓ
E Assim diz o Povo da ilha:
Sacríficio é uma palavra que devemos ressaltar em nosso culto, quando ofertamos qualquer elemento ao Òrìsá devemos tratá-lo também como EBÓ.
Ebó é todo elemento ofertado a uma força espiritual, seja ela de que natureza for, ajogun (forças negativas), irunmolé (òrìsá que não são funfun-braqnco) ou òrìsá.
Quanto ao Ebó Ejé, oferecimento de sangue, as críticas tornaram-se cada vez mais contundentes, com apoio externo, inclusive da mídia, que não perde a oportunidade de associar qualquer fato ligado ao nosso culto com Bruxaria, Magia Negra, Vodoo (como aspecto pejorativo) e etc...
É surpreendente como pessoas que são leigas nestes fundamentos e incapazes de resolver problemas gravíssimos que a religião Iorubá por inumeras vezes se defronta e resolve, vem nos atacar nos chamando de primitivos e incivilizados.
Creio que civilizado para eles, é a forma como os matadouros abatem estes animais, as touradas do México e da Espanha católica, os safáris, caçadas na Inglaterra anglicana, as rinhas de galo / cães e etc...
Não se questiona a vida perdida dos animais sem nenhum propósito, ufanismos à parte, o que importa é o produto final. O contrabando de animais silvestres e exoticos, criação de pássaros em cativeiro, criados em gaiolas como souvenir e pesca de arrasto que mata indiscriminadamente e vorazmente servem apenas para aguçar a vaidade de possuir um acessório de pele e/ou couro e a ganância financeira. As iguarias gastronomicas fornecidas por
animais em extinção não é questionada, a vida perdida destes animais sem nenhum propósito, não passa de um meio.
Imolação maior fez o Cristianismo, a religião do amor, que com sua Inquisição e Cruzadas, dizimou milhares de vidas e faz-se vista grossa para tal acontecimento, tratado-o apenas como fato histórico, isto sim é inexpugnavél.
Discriminar e perseguir religião alheia é certamente muito mais grave que qualquer ato litúrgico praticado por nós.
Não somos dissimulados ao ponto de ignorar o ciclo de vida e morte, sabemos de nossas responsabilidades.
A Terra (Ikole Aiye), como um grande Ile ikú, alimentada por este ciclo de morte e renascimento desde os primórdios, nos fornece o material necessário impregnado dos elementos insubstituiveis para nossa liturgia, não podemos deixar que uma visão utópica transgrida essa lei sagrada.
Dentro do Velho Testamento encontraremos o Levitico, o terceiro livro da Bíblia atribuído a Moisés. Os judeus chamam-no Vayikrá. Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião.
A maioria das pessoas que consomem carne não se preocupa com a origem deste animal, seu abate e posterior comercialização, estão desconectados da realidade. Menciono também os vegetarianos, que ao tirar da terra legumes, verduras e hortaliças, também estão tirando vidas, neste caso, eliminando a seiva, sangue verde, e a respiração, fotossíntese, deixando de ser um ser vivo para lhe dar a vida.
Dentro do Culto Ioruba a imolação de animais é tratada com respeito, gbaduras e orikis, onde este sangue estará dando vida a outros e fertilizando a própria terra.
lembrando o itá onde Olodunmarè determina que a terra, Onilè, será o principal receptáculo de todo oferecimento.
Dentro de Ifá, nos Odu Irete-meji e Oturupon’turá, Òrúnmìlá determina a troca dos seres humanos pelo dos animais, foi quando a cabra substituiu a filha de Òrúnmìlá no ritual de ebó ejè.
A permanência do ser humano sobre a Terra exige sacrifícios constantes. Sacrifício de tempo e de privação de algo em detrimento de outro, o sacrifício das transformações e a oferta de dinheiro à custa de esforço através do trabalho, todos girando em um processo interminável que se resume a dar e receber.
Os sacrifícios de animais praticados pela religião iorubana, vão além do ASÈ, servem para alimentar o povo, pois a carne é consumida pelo egbè.
Note-se que a vida do animal oferecida através de ebó, dentro do Culto Yoruba, é rezada e seu espírito enviado com todo o respeito a terra dos ancestrais e para os nove espacos do orun..
EBÓ.
Uma das três formas de asé encontrada no reino animal é o Ejé, o sangue.
O sangue que nos dá a vida em sua plenitude, sempre foi considerado divino, não existe um laboratório que o fabrique, é a força divina em seu estado material.
Tudo incluído na composição da Terra esta contido, também, na composição do sangue. Por exemplo, zinco, água, minerais, ferro, magnésio, etc... Note-se que todos os reinos, seja ele mineral vegetal ou animal, estão contidos em nosso sangue e vice-e-versa.
Sacrificar os animais não é regras e as orações específicas da ação dão graças a Deus pelo sacrifício.
Exemplo: O primeiro passo é agradecer a Deus pelo espírito do animal que vai a missão. Então, nós agradecemos a Deus pela comida, a carne que vamos comer, e agradecemos também a Mãe Terra, Onilè, que nos deu este alimento para sobreviver.
Os demais componentes litúrgicos tem sua missão, tais como:
Obi:utilizado como oráculo para conversar com as energias e para onde encaminhar os ebós, aplacar a ira de energias negativas e a fruta da vida onde no momento de comunhão com os Orisas a pessoa se conecta com sua ancestralidade.
Orogbo:utilizado para vida longa, aumento de resistência e perseverança da pessoa, quando utilizado com casca para que um segredo não seja revelado.
Oyin (mel):Utilizado para alegria, bem estar, harmonia, prosperidade e para que algo ou alguém nunca seja desprezado.
Epo (dendê):Elemento de efeito calmante, trás equilíbrio e facilidades.
Iyó (sal):Para sorte e preservação, para que a pessoa consiga manter suas conquistas. Dinheiro e vida longa.
Atare:Utilizado para consagrar o diálogo dar forças as palavras, utilizados em comidas e também para multiplicar os desejos.
Oti ( mais usado em rituais, Gin ) O GIN TEM COMO PRINCIPIO A PURIFICAÇÃO DA PALAVRA. E TAMBÉM O DESPERTAR DA ENERGIA. A FAVOR DO SUPLICANTE.
Owo eró:búzios utilizados para comprar AS DIVIDAS E A FALTA DE DINHEIRO das pessoas.
Moedas antigas: Utilizadas para pagar os Ajóguns (energias negativas que podem ou não estarem ligadas com as Yami.
Osun: usado para que a essência vital, SIMBOLIZANDO O SANGUE VERMELHO VEGETAL, PARA QUE o asé e as conquistas não se acabem.
Efun: para atrair o asé, representa a água.
Yerosun: Elemento sagrado de Ifá tem o poder de transmitir o asé de Odú ao que esta sendo feito, ativar o Odú Ifá.
E outros elementos mais.
Vemos então um conjunto de elementos que agrupados vão fornecer o produto final a ser enviado ao Alto, Ikolé Oorun.
Nossa religião, como uma das mais antigas, tendo sua ritualistica registrada nos Esès, ESCRITURAS SAGRADAS, ditadas por Òrúnmìlá e registradas por Ifá, o òrìsá da sabedoria e testemunha de tudo que existe no universo.Mobiliza e transfere este asé através de rituais de várias espécies, que são direcionados a Olodunmarè pelo portal que é aberto por Oseturà e encaminhado por Esú.
O Ebó Ejè oferecidos dá movimento ao fluido vital liberado, o asè, que atua fora do campo material tendo o poder de transformação sobre coisas desejadas ou indesejadas que estejam afetando o ser humano.
O òrìsá, como energia do cosmos, não necessita de comida propriamente dita e muito menos de sangue, o sangue nada mais é que o fluido vital que corre em nossas veias nos assegurando a sobrevivência , como é inerente a todos os seres vivos. Quando este material, ejè, é encantado e liberado, ele atua como veiculo operador, atua como uma profilaxia espiritual ou reforçando a energia já instalada.
As correntes que se opõem a esta prática, nos taxando de primitivos, desconhecem o poder deste veiculo, como transferidor de asè.
Podem de uma certa maneira estar tentando criar uma nova religião, como temos vistos pessoas pregando o Candomblé Verde, EMBORA ISSO TAMBEM SEJA SACRIFICO, DESDE QUE ORIENTADO POR IFA, NAO QUER DIZER QUE O SANGUE ANIMAL DEVA SER EXCLUIDO
O que temos que ter em mente é a sacralidade do ato, o silencio, o respeito, as orações, os orikis e os ofós, devem seguir uma ritualistica condizente com o momento, onde todos os participantes, principalmente Onilus e ASOGUN responsáveis pelo ato sagrado da imolação e o sacerdote proferi dor das palavras encantadas.
A Iyábase, responsavel pela sequência do ato liturgico, é por demais importantes na finalização do Oro, onde a preparação da era, CARNE, seguirá ordens ditadas pela energia invocada, atravéz de Ifá, no jogo de Obi abatá.
Ao se encerrar a missão com todos os elementos colocados aos ‘pés’ do Igbá ou ojubó, IGBA COLETIVO, saberemos se tudo foi aceito por Òlodunmarè, com nova caida do obi, orogbo esun isu ou igbin.
Tudo finalizado damos seqüência com a preparação do nosso banquete, onde nos confraternizamos e agrademos a Olodunmarè e a Onilè o alimento recebido.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
O VODUN SÒHÒKWÈ OU SOXOQUÊ
Sòhòkwè (lê-se Soroquê) é um vodun filho de Mawu e Lissá, cujo elemento principal é o fogo. Muitas são as dúvidas relacionadas a esse vodun. Devido a mistura de cultos, já explicada em outros tópicos, Sòhòkwè passou a ser aglutinado na cultura yorubá, passando a ser confundido com um dos caminhos de Ògún. Segundo o mito yorubá, Ògún Sòhòkè (lê-se Xoroquê) é o Ògún que desceu as montanhas, sendo o senhor das trilhas e do fogo líquido onde, Xòrò deriva do termo yorubá "Sòròrò" ou "Xòròrò" que significa descer ou escorrer e," òkè" significa montanha. Segundo os mais velhos é um Ògún muito arredio, sendo muito coligado ao seu irmão Èsú e tendo todas oferendas e fundamentações com o mesmo. Dizem ainda que essa “qualidade” de Ògún tem muito fundamento com ègún, sendo ele responsável por todos aqueles que desencarnam em acidentes na estrada ou linha férrea. Em outras casas, Sòròkè deixou de ser uma qualidade de Ògún e passou a ser um Èsú , com as mesmas características do Ògún Sòròkè porém, sendo fundamentado como qualidade de Èsú e passando a ser cultuado como o mesmo. Mas para nós de jeje, Sòhòkwè não é nem Èsú nem Ògún e, sim um vòdún independente, com culto próprio e de características próprias que acabou por ser fundido a cultura desses dois òrísás por ter coisas em comum. Isso ocorreu também com outras divindades como Agbé, Aboto, Azansu, Sogbo, Intoto e outos mais que acabaram aglutinados a cultura de outras deidades africanas, talvez por falta de estudos ou fundamentos. Sòhòkwè é o guardião das casas de jeje, onde Sòhò(lê-se sorrô) significa guardião e kwè(lê-se Qüê) significa casa. Seu assentamento é fixado ao chão, cravado na terra, ao lado do assentamento do vodun Légbà, vodun Ayizan e do vodun Gú (Ogun). Sòhòkwè não é iniciado na cabeça de nenhum adepto pois o mesmo não incorpora. É iniciado apenas na cabeça de ogans e ekedis e possui a função de manter a ordem dentro das casas de jeje, punindo e cobrando quem as derrespeita. Sòhòkwè é o caminho formado pela lava após ser expelida do vulcão, possuindo muito fundamento com Badé, Sògbò e outros voduns que moram nos vulcões e que estão ligados ao fogo e também com Oyá. Sua cor é o Azul escuro e o vermelho, seu dia da semana a segunda-feira . Geralmente quando aparece um filho rodante com arquétipo de Sòhòkwè geralmente é iniciado para Ogun.
Obs.: Este texto colhido de HUNGBÓNÒ CHARLES, vem ressaltar o que exponho em meu livro “Curiosidades do Candomblé “ por isso tomo a liberdade de reproduzir em meu blog como a citação que o mesmo faz que no passar do tempo muitas qualidades de Orisas ou Vodunsis foram aglutinados principalmente pela a falta de confiança de nossos mais velhos em acreditar no futuro de nossa Religião ou de nós mesmo.
Obs.: Este texto colhido de HUNGBÓNÒ CHARLES, vem ressaltar o que exponho em meu livro “Curiosidades do Candomblé “ por isso tomo a liberdade de reproduzir em meu blog como a citação que o mesmo faz que no passar do tempo muitas qualidades de Orisas ou Vodunsis foram aglutinados principalmente pela a falta de confiança de nossos mais velhos em acreditar no futuro de nossa Religião ou de nós mesmo.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Parte 2 do Itá da Criação do Mundo.
Oposto ao motivo deste conjunto de regras e regulamentos, Deus desenvolveu um plano para despachar todas as divindades para a terra simultaneamente sem nenhum aviso prévio. Uma bela manhã, portanto, Deus chamou a sua criada Arugba para convidar cada uma das divindades, em suas respectivas casas, para aparecerem no palácio celeste na manhã seguinte para um desígnio especial.
Arugba pôs-se a caminho muito cedo naquela manhã. Antes então de qualquer modo, Deus tinha preparado uma câmara especial completamente equipada com vários implementos com os quais Ele contava que as divindades executassem suas tarefas na terra. A mensagem de Arugba para cada uma das divindades foi clara.
“Meu pai me enviou para convidá-lo a se preparar para uma tarefa especial amanhã pela manhã.
Você deve começar se preparando para partir em missão assim que a mensagem divina lhe for dada.
“Você não deve retornar para sua casa antes de embarcar na missão.”
A maioria das Divindades levou a mensagem ao “pé-da-letra” e não se preocupou em se informar com seus próprios conselheiros ou guardiões em como começar a tarefa que Deus tinha reservado para eles. Arugba visitou as casas das divindades por ordem de idade, que significa que Ọrúnmilá, o mais moço das divindades, foi o último a ser visitado.
Entretanto, Ọrúnmilá que estava habituado a criar circunstâncias de divinação toda manhã, foi avisado por Ifá a fazer um banquete naquele dia particular em antecipação a uma visita em sua residência. Na hora que Arugba alcançou a casa de Ọrúnmilá, já era muito tarde da noite. Não tinha feito nenhuma refeição desde a manhã, e Arugba já estava com muita fome quando alcançou a casa de Ọrúnmilá. Antes de permiti-la entregar a mensagem divina, Ọrúnmilá a persuadiu a fazer uma refeição. Ela comeu até se satisfazer e então contou a Ọrúnmilá que Deus queria que ele
comparecesse em seu palácio no próximo dia, junto com as outras divindades para uma missão especial.
Em reconhecimento a hospitalidade de Ọrúnmilá, ela confidenciou ajudando-o revelando detalhes da missão que Deus tinha reservado para eles.
Ela o avisou para pedir por três favores especiais para Deus em adição a qualquer instrumento que ele coletaria da Câmara Especial para sua missão. Ele deveria perguntar pelo CAMALEÃO, (Alagemo em Yorùbá e OMAENEROKHI em Bini), a galinha multicolorida doméstica de Deus, e a bolsa especial do próprio Deus (Akponimijekun em Yorùbá e Agbavboko em Bini). Nós veremos o significado deste pedido especial mais tarde. Em uma última ressalva, Arugba informou Ọrúnmilá que se ele assim o desejasse, poderia também persuadir Deus em levá-la acompanhando-o na sua missão. Com estas palavras de aviso Arugba partiu para casa, tendo completado sua tarefa.
Na manhã seguinte, um após o outro, todas as divindades apresentaram-se no Palácio Divino de
Deus. Tão logo que chegaram, Deus pediu para cada um deles prosseguir na jornada para a terra sem regressar aos seus respectivos lares. Um após o outro eles vieram e se moveram marchando em ordem para partir para a terra. As primeiras divindades a chegarem a terra logo descobriram que não havia solo para pisar. Todo o lugar era alagado. Havia uma única palmeira que se encontrava no meio das águas com suas raízes no céu, que era o portão para o mesmo. Como eles estavam chegando, e não tinham nenhum outro lugar para ficar exceto nos ramos da palmeira. Era um momento realmente muito difícil.
Antes de partir do céu, cada uma das divindades recolheu da Câmara Especial de Deus todo o material e instrumentos de suas preferências. São os mesmos instrumentos que os iniciados no culto de cada uma das divindades usam na iniciação nos dias de hoje.
Quando Ọrúnmilá chegou ao Palácio de Deus, todos os outros já tinham ido.
Ele apresentou-se ao Pai Todo-Poderoso, e igualmente seguiu marchando em ordem imediatamente para a terra. Ele foi informado como os outros, a recolher todo instrumento que ele achasse na Câmara Especial. Contudo, todos os instrumentos disponíveis tinham sido coletados pelos outros e havia uma única inútil concha de caracol.
Ele não tinha escolha, mas agarrou-se a ela e então suplicou a Deus que já que não tinha nada mais para resgatar da Câmara Especial, pediu:
(a) O Camaleão - a, mas velha das criaturas na casa de Deus para aconselhá-lo em como tentar resolver os problemas da fixação das habitações terrestres.
(b) O benefício de ir a terra com a multicolorida galinha doméstica divina de Deus.
(c) A bolsa divina do próprio Pai Todo Poderoso, para recolher as coisas que ele estava levando, e...
(d) O privilégio de ir para a terra com Arugba, para fazê-los lembrar das regras do céu.
Seus quatro pedidos foram atendidos. Como ele estava partindo, ele coletou quatro plantas diferentes, que um sacerdote de Ifá usa para todos os seus preparativos. Ele também coletou amostras de plantas e animais que ele pôde colocar nas mãos. Ele guardou sua coleção na sacola que Deus lhe havia dado. A sacola Divina tinha a misteriosa capacidade de acomodar qualquer coisa, não importando o tamanho e também produzir tudo o que era preciso para isso.
Quando Ọrúnmilá alcançou o portão para a terra, ele encontrou todas as outras divindades penduradas nos ramos da palmeira. Ele também não tinha opção exceto se unir a eles.
Depois de Ọrúnmilá ter estado sentado ou parado nos ramos da palmeira por algum tempo, Arugba recomendou-o, de dentro da sacola Divina onde estava escondida, a pegar a concha do caracol, e virar a boca da mesma na água abaixo porque continha a base do solo da terra e que faria o chão firme para pisarem.
Ọrúnmilá que tinha coletado a concha do caracol vazia da Câmara Especial de Deus, não sabia do seu conteúdo. É também óbvio que se encontrou com somente a concha do caracol dentro da Câmara Especial de Deus porque todos os outros a tinham ignorado. Nenhum deles a não ser Arugba sabia que continha o Segredo da terra. Quando Ọrúnmilá virou a boca da concha do caracol para baixo, o escasso conteúdo de areia caiu na água abaixo e esta começou a borbulhar. Dentro de pouco tempo, grande quantidade de areia começou a se empilhar ao redor da palmeira. Depois de muitos montes terem se formado, Arugba falou outra vez a Ọrúnmilá de dentro da sacola. Desta
vez, recomendando-o a deixar cair à galinha nos montes da areia. Como a galinha espalhou os montes, a área da terra começou a expandir. É a mesma operação que a galinha está executando até hoje. Onde quer que a galinha seja encontrada, vê-se usar os pés para dispersar a areia na terra.
Depois de o solo ter sido expandido sobre uma extensa área, as outras divindades que estavam pasmas com a misteriosa performance de Ọrúnm.lá. Mandaram-no descer e caminhar no solo para verificar se ele poderia suportá-los. Mais uma vez Arugba aconselhou Ọrúnmilá para com a sacola, soltar o camaleão para caminhar primeiro no solo. O camaleão andou sobre o solo furtivamente, por temer que pudesse desmoronar sob seus pés. Mas o chão agüentou firme, e esta é a mesma prudência andando marchando que o camaleão ficou acostumado, até o dia de hoje. Este é o porquê do camaleão pisar gentilmente no solo.
Logo que Ọrúnmilá teve certeza de que o solo estava suficientemente forte, ele desceu da palmeira para a terra, e sua primeira tarefa foi transplantar as plantas que trouxe do céu. Depois disso todas as outras divindades desceram para a terra uma depois da outra. Este é o motivo porque a palmeira, a primeira a ser criada das que tinham suas raízes no céu, é respeitada por todas as divindades. É o antepassado de sua estirpe. Todas as divindades espalharam-se da palmeira para estabelecer seus vários domicílios em diferentes partes da terra. Ọrúnmilá sendo o mais jovem de todas as divindades morou e serviu a cada um dos mais velhos, um de cada vez. Ele serviu Ògún, Şàngó, Olokún, Eziza, etc.
No decurso de sua servidão, uma das divindades apoderou-se de Arugba. Ele foi desta maneira despojado de sua Conselheira Chefe e confidente.
É importante neste estágio mencionar que o processo de iniciação na religião de Ọrúnmilá ou Ifismo é uma tentativa para recordar este processo da partida do céu e chegada no mundo para se estabelecer através da palmeira. A mulher que carrega os Ikin em sua cabeça para Ugbodu é chamada de Arugba. É considerado um fato que Ọrúnmilá nunca casou com Arugba, também não é aconselhável a nenhum iniciado de Ifá casar coma mulher que o acompanha com o UGBODU.
Justamente por isso não é aconselhável empregar alguma esposa para a cerimônia, a fim da mulher não ser na verdade seduzida por algum tempo depois da cerimônia, ou pela morte ou por outros.
A presença de Arugba como única mulher em volta, criou uma gama de problemas para as divindades. Uma após outra, eles lutaram para retê-la. O conflito por Arugba logo trouxe a tona a pior das divindades. A violência de alguns, isto á, Şàngó, Sankpana, Ògún, etc., combates mútuos com todas as defesas a sua disposição. Houve total confusão que se encheu de aspereza entre eles.
Neste momento, Ọrúnmilá foi o primeiro a retornar ao céu para fazer um relato a Deus. O papel de protetor de Arugba perdeu-se para as divindades porque ela tinha sido privada da companhia de Ọrúnmilá com quem ela veio ao mundo.
Todas as outras divindades tinham se estabelecido com os instrumentos que eles coletaram na Câmara Especial de Deus. De sua parte, Ọrúnmilá tinha perdido o uso de todas as coisas que ele trouxe, inclusive até a Sacola Divina, dos quais sem os conselhos de Arugba, ele não sabia como usar. Depois de ter levado uma vida de privações e penúria, ele decidiu voltar para o céu para perguntar a Deus porque a vida na terra era tão dolorosamente diferente da vida no céu. Até as quatro plantas que ele trouxe do céu não o ajudaram apesar de elas serem usadas unicamente durante a iniciação de Ifá até hoje, e elas também são usadas para alguns preparados medicinais
feitos por Ọrúnm.lá.
Quando foi o momento de Ọrúnmilá retornar para o céu, ele foi até o pé da palmeira e subiu para seus ramos donde ele se transfigurou para o céu. De volta ao céu, ele foi o único das muitas divindades a ver a última forma física do próprio Deus.
O Deus Onipotente que era conhecido por nunca perder sua calma estava evidentemente aborrecido diante de Ọrúnmilá. Ele apresentou suas desculpas a Deus por olhar os traços físicos, do pescoço em diante, mas explicou as dificuldades que ele tinha experimentado na terra nas mãos de seus irmãos divinos. Ele reclamou que surpreendentemente, as regras celestes não estavam sendo seguidas na terra. Após ter ouvido o relato revelado por Ọrúnmilá, Deus convenceu-o a permanecer momentaneamente no céu, mas enviou o obstáculo, o mais poderoso de todas as divindades, (Elenini em Yorùbá e Idoboo em Bini) para ir verificar o relatório de Ọrúnmilá. Quando Elenini
chegou a terra, ele observou o espetáculo do restante das divindades no corpo a corpo. Ele não ficou apenas satisfeito que o relato de Ọrúnmilá estava correto, mas também ficou receoso que com a privação predominando na terra, as divindades poderiam acabar guerreando umas contra as outras.
Arugba pôs-se a caminho muito cedo naquela manhã. Antes então de qualquer modo, Deus tinha preparado uma câmara especial completamente equipada com vários implementos com os quais Ele contava que as divindades executassem suas tarefas na terra. A mensagem de Arugba para cada uma das divindades foi clara.
“Meu pai me enviou para convidá-lo a se preparar para uma tarefa especial amanhã pela manhã.
Você deve começar se preparando para partir em missão assim que a mensagem divina lhe for dada.
“Você não deve retornar para sua casa antes de embarcar na missão.”
A maioria das Divindades levou a mensagem ao “pé-da-letra” e não se preocupou em se informar com seus próprios conselheiros ou guardiões em como começar a tarefa que Deus tinha reservado para eles. Arugba visitou as casas das divindades por ordem de idade, que significa que Ọrúnmilá, o mais moço das divindades, foi o último a ser visitado.
Entretanto, Ọrúnmilá que estava habituado a criar circunstâncias de divinação toda manhã, foi avisado por Ifá a fazer um banquete naquele dia particular em antecipação a uma visita em sua residência. Na hora que Arugba alcançou a casa de Ọrúnmilá, já era muito tarde da noite. Não tinha feito nenhuma refeição desde a manhã, e Arugba já estava com muita fome quando alcançou a casa de Ọrúnmilá. Antes de permiti-la entregar a mensagem divina, Ọrúnmilá a persuadiu a fazer uma refeição. Ela comeu até se satisfazer e então contou a Ọrúnmilá que Deus queria que ele
comparecesse em seu palácio no próximo dia, junto com as outras divindades para uma missão especial.
Em reconhecimento a hospitalidade de Ọrúnmilá, ela confidenciou ajudando-o revelando detalhes da missão que Deus tinha reservado para eles.
Ela o avisou para pedir por três favores especiais para Deus em adição a qualquer instrumento que ele coletaria da Câmara Especial para sua missão. Ele deveria perguntar pelo CAMALEÃO, (Alagemo em Yorùbá e OMAENEROKHI em Bini), a galinha multicolorida doméstica de Deus, e a bolsa especial do próprio Deus (Akponimijekun em Yorùbá e Agbavboko em Bini). Nós veremos o significado deste pedido especial mais tarde. Em uma última ressalva, Arugba informou Ọrúnmilá que se ele assim o desejasse, poderia também persuadir Deus em levá-la acompanhando-o na sua missão. Com estas palavras de aviso Arugba partiu para casa, tendo completado sua tarefa.
Na manhã seguinte, um após o outro, todas as divindades apresentaram-se no Palácio Divino de
Deus. Tão logo que chegaram, Deus pediu para cada um deles prosseguir na jornada para a terra sem regressar aos seus respectivos lares. Um após o outro eles vieram e se moveram marchando em ordem para partir para a terra. As primeiras divindades a chegarem a terra logo descobriram que não havia solo para pisar. Todo o lugar era alagado. Havia uma única palmeira que se encontrava no meio das águas com suas raízes no céu, que era o portão para o mesmo. Como eles estavam chegando, e não tinham nenhum outro lugar para ficar exceto nos ramos da palmeira. Era um momento realmente muito difícil.
Antes de partir do céu, cada uma das divindades recolheu da Câmara Especial de Deus todo o material e instrumentos de suas preferências. São os mesmos instrumentos que os iniciados no culto de cada uma das divindades usam na iniciação nos dias de hoje.
Quando Ọrúnmilá chegou ao Palácio de Deus, todos os outros já tinham ido.
Ele apresentou-se ao Pai Todo-Poderoso, e igualmente seguiu marchando em ordem imediatamente para a terra. Ele foi informado como os outros, a recolher todo instrumento que ele achasse na Câmara Especial. Contudo, todos os instrumentos disponíveis tinham sido coletados pelos outros e havia uma única inútil concha de caracol.
Ele não tinha escolha, mas agarrou-se a ela e então suplicou a Deus que já que não tinha nada mais para resgatar da Câmara Especial, pediu:
(a) O Camaleão - a, mas velha das criaturas na casa de Deus para aconselhá-lo em como tentar resolver os problemas da fixação das habitações terrestres.
(b) O benefício de ir a terra com a multicolorida galinha doméstica divina de Deus.
(c) A bolsa divina do próprio Pai Todo Poderoso, para recolher as coisas que ele estava levando, e...
(d) O privilégio de ir para a terra com Arugba, para fazê-los lembrar das regras do céu.
Seus quatro pedidos foram atendidos. Como ele estava partindo, ele coletou quatro plantas diferentes, que um sacerdote de Ifá usa para todos os seus preparativos. Ele também coletou amostras de plantas e animais que ele pôde colocar nas mãos. Ele guardou sua coleção na sacola que Deus lhe havia dado. A sacola Divina tinha a misteriosa capacidade de acomodar qualquer coisa, não importando o tamanho e também produzir tudo o que era preciso para isso.
Quando Ọrúnmilá alcançou o portão para a terra, ele encontrou todas as outras divindades penduradas nos ramos da palmeira. Ele também não tinha opção exceto se unir a eles.
Depois de Ọrúnmilá ter estado sentado ou parado nos ramos da palmeira por algum tempo, Arugba recomendou-o, de dentro da sacola Divina onde estava escondida, a pegar a concha do caracol, e virar a boca da mesma na água abaixo porque continha a base do solo da terra e que faria o chão firme para pisarem.
Ọrúnmilá que tinha coletado a concha do caracol vazia da Câmara Especial de Deus, não sabia do seu conteúdo. É também óbvio que se encontrou com somente a concha do caracol dentro da Câmara Especial de Deus porque todos os outros a tinham ignorado. Nenhum deles a não ser Arugba sabia que continha o Segredo da terra. Quando Ọrúnmilá virou a boca da concha do caracol para baixo, o escasso conteúdo de areia caiu na água abaixo e esta começou a borbulhar. Dentro de pouco tempo, grande quantidade de areia começou a se empilhar ao redor da palmeira. Depois de muitos montes terem se formado, Arugba falou outra vez a Ọrúnmilá de dentro da sacola. Desta
vez, recomendando-o a deixar cair à galinha nos montes da areia. Como a galinha espalhou os montes, a área da terra começou a expandir. É a mesma operação que a galinha está executando até hoje. Onde quer que a galinha seja encontrada, vê-se usar os pés para dispersar a areia na terra.
Depois de o solo ter sido expandido sobre uma extensa área, as outras divindades que estavam pasmas com a misteriosa performance de Ọrúnm.lá. Mandaram-no descer e caminhar no solo para verificar se ele poderia suportá-los. Mais uma vez Arugba aconselhou Ọrúnmilá para com a sacola, soltar o camaleão para caminhar primeiro no solo. O camaleão andou sobre o solo furtivamente, por temer que pudesse desmoronar sob seus pés. Mas o chão agüentou firme, e esta é a mesma prudência andando marchando que o camaleão ficou acostumado, até o dia de hoje. Este é o porquê do camaleão pisar gentilmente no solo.
Logo que Ọrúnmilá teve certeza de que o solo estava suficientemente forte, ele desceu da palmeira para a terra, e sua primeira tarefa foi transplantar as plantas que trouxe do céu. Depois disso todas as outras divindades desceram para a terra uma depois da outra. Este é o motivo porque a palmeira, a primeira a ser criada das que tinham suas raízes no céu, é respeitada por todas as divindades. É o antepassado de sua estirpe. Todas as divindades espalharam-se da palmeira para estabelecer seus vários domicílios em diferentes partes da terra. Ọrúnmilá sendo o mais jovem de todas as divindades morou e serviu a cada um dos mais velhos, um de cada vez. Ele serviu Ògún, Şàngó, Olokún, Eziza, etc.
No decurso de sua servidão, uma das divindades apoderou-se de Arugba. Ele foi desta maneira despojado de sua Conselheira Chefe e confidente.
É importante neste estágio mencionar que o processo de iniciação na religião de Ọrúnmilá ou Ifismo é uma tentativa para recordar este processo da partida do céu e chegada no mundo para se estabelecer através da palmeira. A mulher que carrega os Ikin em sua cabeça para Ugbodu é chamada de Arugba. É considerado um fato que Ọrúnmilá nunca casou com Arugba, também não é aconselhável a nenhum iniciado de Ifá casar coma mulher que o acompanha com o UGBODU.
Justamente por isso não é aconselhável empregar alguma esposa para a cerimônia, a fim da mulher não ser na verdade seduzida por algum tempo depois da cerimônia, ou pela morte ou por outros.
A presença de Arugba como única mulher em volta, criou uma gama de problemas para as divindades. Uma após outra, eles lutaram para retê-la. O conflito por Arugba logo trouxe a tona a pior das divindades. A violência de alguns, isto á, Şàngó, Sankpana, Ògún, etc., combates mútuos com todas as defesas a sua disposição. Houve total confusão que se encheu de aspereza entre eles.
Neste momento, Ọrúnmilá foi o primeiro a retornar ao céu para fazer um relato a Deus. O papel de protetor de Arugba perdeu-se para as divindades porque ela tinha sido privada da companhia de Ọrúnmilá com quem ela veio ao mundo.
Todas as outras divindades tinham se estabelecido com os instrumentos que eles coletaram na Câmara Especial de Deus. De sua parte, Ọrúnmilá tinha perdido o uso de todas as coisas que ele trouxe, inclusive até a Sacola Divina, dos quais sem os conselhos de Arugba, ele não sabia como usar. Depois de ter levado uma vida de privações e penúria, ele decidiu voltar para o céu para perguntar a Deus porque a vida na terra era tão dolorosamente diferente da vida no céu. Até as quatro plantas que ele trouxe do céu não o ajudaram apesar de elas serem usadas unicamente durante a iniciação de Ifá até hoje, e elas também são usadas para alguns preparados medicinais
feitos por Ọrúnm.lá.
Quando foi o momento de Ọrúnmilá retornar para o céu, ele foi até o pé da palmeira e subiu para seus ramos donde ele se transfigurou para o céu. De volta ao céu, ele foi o único das muitas divindades a ver a última forma física do próprio Deus.
O Deus Onipotente que era conhecido por nunca perder sua calma estava evidentemente aborrecido diante de Ọrúnmilá. Ele apresentou suas desculpas a Deus por olhar os traços físicos, do pescoço em diante, mas explicou as dificuldades que ele tinha experimentado na terra nas mãos de seus irmãos divinos. Ele reclamou que surpreendentemente, as regras celestes não estavam sendo seguidas na terra. Após ter ouvido o relato revelado por Ọrúnmilá, Deus convenceu-o a permanecer momentaneamente no céu, mas enviou o obstáculo, o mais poderoso de todas as divindades, (Elenini em Yorùbá e Idoboo em Bini) para ir verificar o relatório de Ọrúnmilá. Quando Elenini
chegou a terra, ele observou o espetáculo do restante das divindades no corpo a corpo. Ele não ficou apenas satisfeito que o relato de Ọrúnmilá estava correto, mas também ficou receoso que com a privação predominando na terra, as divindades poderiam acabar guerreando umas contra as outras.
Não Posso Afirmar a Origem deste Itá mas o Recebi de Ifadailha em meu GMAIL
Este Itá recebi num Email cuja Origem vem do Povo da Ilha
Ninguém deve confundir o mundo tentando igualar as divindades com Deus. Ọrúnmilá tem revelado claramente que todas as divindades menores foram criadas por Deus para assisti-lo na gerência do sistema planetário e sem exceção, todos deviam total lealdade Ele. As divindades consideram a si mesmas como servas de Deus, mandadas ao mundo para ajudá-lo a fazer um lugar mais habitável para colocar os mortais, de modo que através deles, o homem possa ser capaz de apreciar como Deus ama suas criaturas. Quando por exemplo uma sacerdotisa ou sacerdote, da divindade das águas (Olókun), tomando-se possuída (o), ela começa por cantar em louvor a Deus e reconhecendo sua supremacia acima de toda a existência. Quando Ògún (o engenheiro divino) possui seu sacerdote, ele também começa por pagando tributo a Deus todo poderoso e agradecendo-o por fazer o possível por ele (Ògún) para contar aos mortais que eles não deveriam saber de outro modo sobre eles mesmos.
O mesmo é verdade para a divindade dos rios (Sàngó), e para cada uma das 200 divindades criada por Deus. Eles são ditos como membros do conselho Divino de Deus.
Do mesmo modo, o sacerdote de Ifá começa sua atividade reconhecendo Deus como o repositório de todo conhecimento e sabedoría. Não é permitido ao homem por isso pensar que, prestar serviços através de alguma das divindades é ser um substituto dos serviços de Deus.
Ọrúnmilá tem revelado para seus seguidores que as primeiras criações de Deus são as divindades menores. Eles são os primeiros habitantes do céu levando uma vida normal, cada um na imagem que se pareciam como próprio Deus. A Morte, conta o iton que era Nanã tbm, é uma das criações favoritas de Deus e ele (a) era o que buscava a argila para que a imagem dos homens fosse moldada depois pela divindade Obatalá.
Depois da moldagem da figura humana em barro, era tempo de lhe dar o hálito de vida (EMI), de modo que Deus falou a todas as divindades que estavam presentes para fecharem seus olhos. Todos fecharam seus olhos, exceto Ọrúnmilá, que simplesmente cobriu sua face com seus dedos sem cobrir seus olhos. Quando Deus estava insuflando o sopro de vida no homem, descobriu que Ọrúnmilá estava assistindo-o. Quando Ọrúnmilá tentou fechar seus olhos depois de ter sido pego espionando, Deus chamou-o para manter seus olhos abertos já que nada espetacular será feito sem uma testemunha viva. Este é o porquê Ọrúnmilá é chamado Eléri Ipin (Testemunha do próprio Deus).
Segundo a criação do homem, era tempo de Deus talhar a terra para ser habitada. Mas o homem era também ainda muito jovem e inexperiente nos caminhos do céu para ser exposto à tarefa de estabelecer um novo domicílio com seu próprio discernimento. Deus por isso preferiu mandar as divindades a terra para estabelecer com seu próprio discernimento e experiência.
A FUNDAÇÃO DO MUNDO.
Quando Deus manda uma mensagem a alguém, Ele não lhe dá termos minuciosos como referência.
Ele conta com o mensageiro para usar seu próprio senso comum ou discrição para executar a tarefa.
Deus apenas espera resultados positivos e é permitido ao mensageiro fazer quatro de dois e dois.
Os primeiros habitantes desta terra foram as 200 divindades. A terra era então chamada DIVINOSFERA, até o momento quando as divindades como são hoje, foram os únicos com capacidade espiritual para se comunicar entre o céu e a terra. Eles são capazes de saber ao mesmo tempo o que está acontecendo na terra e no céu com seus poderes extra visionários. Os habitantes do céu foram se tornando muito populosos, e o próprio Deus, quem poderia no momento, como Pai Onipotente que Ele é, atender pessoalmente as súplicas de suas crianças no Céu, instituiu tarefas tornando-o super dotado por Ele. Por essa razão, Ele decidiu criar um novo Firmamento para Divindades e a verdade, é que não divulgou as suas criaturas que também estava indo transfigurado no ar fino, de modo que depois disso pudesse somente se comunicar como espírito.
A CRIAÇÃO DA DIVINOSFERA:
Este trabalho não está tentando desafiar todos os outros relatos da “Criação do Mundo”, que tem previamente sido dado pelos videntes, ouvintes e profetas. É tentar transcrever o relato de Ọrúnmilá de como o fenômeno geográfico agora referido como a terra, veio a ser uma parte do sistema planetário.
Em um dos encontros semanais do Conselho Divino, Deus perguntou as divindades, quais delas estavam preparadas para ir a terra criar uma nova habitação. Deus os informou que todos que se apresentassem voluntariamente para ir estavam indo agirem dentro de uma ordem do Conselho Divino para estabelecer na terra, as leis naturais que fizeram do céu um lugar tão bonito para se viver. Ele os informou que as mesmas regras iriam operar na terra. Havia apenas dois conjuntos amplos de regras que Ele lhes daria:
1 – Ninguém tiraria vantagem indevida de Sua (de Deus) ausência física para atribuir a si mesmo sua função de Pai de todo o Universo. Todos eles deveriam respeito a Ele como o criador de tudo, ou seja, eles sempre dariam início aos seus trabalhos na terra prestando o devido respeito a Ele como seu Pai eterno, e...
2 – Ninguém deveria fazer aos outro o que não gostaria que os outros lhes fizessem; regra a qual é conhecida como “Regra Dourada”. Isto se destinava a que eles não fossem mortos sem um julgamento apropriado pelas divindades.
Eles não furtariam as propriedades uns dos outros, como no céu a punição seria a morte.
Eles não se poriam uns contra os outros, um seduzindo a esposa do outro ou fazendo outra coisa para o outro que resultaria em sofrimento.
Eles deviam se opor ao ímpeto de vingança uns contra os outros, já que todos os desacordos mútuos deviam ser resolvidos através de um julgamento público no Conselho das Divindades.Acima de tudo, eles deviam respeitar sua regra divina que tudo quanto alguém fizesse para prejudicar seu equivalente divino, a retribuição viria para o agressor dez vezes mais. Finalmente, Ele lhes informou que o segredo do sucesso estava em ouvir sempre a voz silenciosa da divindade chamado Perseverança.
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