segunda-feira, 8 de agosto de 2011

NEM TUDO QUE PARECE COM O PIOR É O QUE CREMOS.


Pode parecer que o que vou tratar aqui nada tem a ver com o meu propósito de salientar que toda vez que encontrar alguém que como eu saiba que qualquer neófito ou abián que queira se afiliar ou se dedicar a uma casa de candomblé é tem a curiosidade de conhecer qual seu Orixá ou mesmo para poder responder á aqueles curiosos de plantão que vive tentando afirmar que seu Orixá e Tal, porque você é Assim! E vivem achando características do Orixá “x” que se enquadra no seu Biótipo
E então aproveito este texto do Bàbá Fernando de Oxaguian que para mim e muitos que ouvem suas palavras e seguem seus conselhos sabe que ele é um estudioso que não se coloca como dono da verdade, mas que afirma em seu conhecimento que para poder saber qual o Orixá que comanda o Eleda de qualquer um de nós só no Jogo de Ifá, Orumilá aquele que foi testemunha da criação de Oludumare, Procure um Babálawo ou um Babálorixá de confiança. E Assim ficara seguro de seu Orixá.
Eu o saúdo meu querido Bàbá com as palavras de um grande antepassado do Sítio de Pai Adão. “Que longos sejam seus dias com saúde e muito axé”
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Temos um post de Bàbá Fernando que nos fala da importancia do Ebó e do sacrificio, muitas vezes nos vemos em situções dos mais variados graus de dificuldades, sempre pensamos que nosso òrìsá ou mesmo Esú não estão satisfeitos com alguma coisa ou tem alguém atazanando nossa vida, ledo engano, muitas vezes temos ajoguns (energias negativas) nos bloqueando o caminho e somente com sacrificio poderemos transpor estes obstáculos, ebó é vida, ebó é caminho, sem ebó não existe culto a òrìsá.
Wori’Ogbe, (Iwori Ogbe) um dos Odù mais velhos (discípulo) de Òrúnmìlá, nos revela a influência em nossas vidas da divindade chamada "Infortúnio". Elenini (Ido-Boo) é a guardiã da Câmara interna do Palácio divino de Olodunmarè, aonde todos vamos nos ajoelhar para fazer os pedidos e juramentos para a nossa permanência no mundo. Uma vez tendo completado as providências para nossa partida, seremos conduzidos por nosso “Eledá” à câmara interna, aonde fazemos nossos próprios desejos. Eledumare não nos conta o que vai ou não vai acontecer conosco ou nos dar algum desígnio especial. Tudo aquilo que vemos, desejamos fazer ou transformar, Ele simplesmente abençoa dizendo: “- Que assim seja minha criança!” Quando Wori’ogbe estava indo para a terra, ele fez um pedido, que queria modificar a face da terra, eliminando todo mal e elementos viciosos. Para ser capaz de executar sua tarefa, ele solicitou de Eledumare um poder especial sobre a vida e a morte. Eledumare respondeu que seu pedido estava concedido. Envolvido pelo poder concedido a ele por Eledumare, partiu rapidamente em sua jornada para o Ikole aiyè ([terra]. Seu Eledá o relembrou da necessidade de assegurar seus pedidos com Elenini a mais poderosa divindade, mas ele disse ao seu anjo que não havia força maior que Eledumare e desde que ele tinha obtido autorização divina, não via porque se justificar com alguma divindade inferior. Assim que deixou o palácio divino, Elenini inverteu os desejos de Woribogbe. Na chegada ao Àiyé, ele descobriu que ao contrário de seus pedidos, estava se encontrando por acaso em dificuldades. Veio, a saber, que tudo aquilo que ele pediu estava acontecendo sempre ao contrário. Quando ele rezava para pessoas viverem, eles morriam, enquanto aqueles que ele desejava mortos viviam. Ele se tornou muito amargurado e desiludido, por que ninguém se atrevia a ir até ele para consultar o Oráculo, ou pedir auxílio, desde aquilo que havia feito, pagava muito caro por isso. Após passar fome dentro de sua frustração por algum tempo, ele decidiu retornar ao Ikolè Òrun [céu]. Chegando ao Òrun, ele foi ao seu Eledá que o relembrou do aviso dado a ele antes da partida do Òrun. Foi neste ponto que ele concordou em ir ao Oráculo, aonde foi informado a fazer sacrifícios elaborados para Elenini, a mais velha das divindades. Ele fez o sacrifício e retornou subseqüentemente para o Àiyé para uma vida produtiva e realizada.
Onon alafiá.

COMO DESCOBRIR QUAL ORIXÁ REINA EM SEU ORI

Este texto tem a finalidade de esclarecer que Orixá só possui com certeza uma formula de se confirmar no Ori de seu filho é no jogo de Ifá ou Búzios e toda vezes que localizar alguém que concorde comigo eu o colocarei aqui em meu blog, neste eu copiei parte do texto de Robson de Xangô lá do R. de Janeiro, faço aqui esta afirmação mas também tenho a humildade de reconhecer que a casos de por bem ou por imperícia já vi e outros fiquei sabendo que o Orixá na hora do apoti foi mudado não vamos entrar em pormenores porque as variantes aqui são grandes.

“Seguindo em frente: a única forma de se comunicar com os Orixás é através de Ifá.

No Brasil o Jogo de Búzios é o mais utilizado pelos Sarcedotes de Orixás do Candomblé, para estabelecer uma espécie de conversa com as Divindades.

Muitos dizem que pelo arquétipo ou através de cálculos matemáticos é possivel confirmar o Orixá de uma pessoa.
Mas a única forma de confirmar Orixá é através do Jogo de Búzios, é através de Ifá.

Os arquétipos de Orixás e as características que eles imprimem em seus filhos, foi trazida para o Brasil por Pierre Verger.

Realmente o Orixá imprime sua marca no filho.

Mas o Orixá tem as suas características mudadas, de acordo com o Odu que ele vem.

E aí a coisa se complica e pode levar a um erro. Temos sempre que considerar o Odu que o Orixá vem.

Um mesmo Orixá pode apresentar caracterícas bem diferentes, pelo fato de virem por Odus diferentes.”

quinta-feira, 21 de julho de 2011

SERÁ QUE NÃO HÁ PUNIÇÃO PARA OS ENGANADORES?

Para vocês que acreditam que em muitas vezes sou arrogante, metido e que não possuo conhecimento e ficou posando de sabichão, acredito que se forem um pouco curiosos devem ler este texto copiado da net, que vem a respeito do que minha querida (que a própria me perdoe me chamá-la de querida, pois em seus últimos dias vivíamos brigado por não concordar com tudo que ela tentava me ensinar) me dizia que tudo que reluz nem sempre é ouro e quem dá o que não tem sobrando acaba com o pires na mão. Outro famoso de seus ditados aqueles que nos cobram sabedoria publicamente são aqueles que seus próprios mais velhos os ignoraram, então não pense que dançar bonito no barracão ou puxar cantigas vão lhe dar créditos só se for junto aos tolos. Pode acreditar que o Orixá pode lhe admirar por ajudar a depenar ou limpar os injês.
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Em virtude de vários relatos a respeito de duvidas e certezas de que alguém intitulado Sacerdote, fez algo que não devia ou fez de forma errada ou com maldade, o Òmò Odu Iká-Ofun, nos revela alguns aspectos sobre negligencia, má fe e intromissão no culto religioso, seja ele de Òrúnmìlá ou Òrìsá. Temos que ter a certeza de que o sacerdote também tem responsabilidades muito mais altas que neófitos e iniciados, somos um elo e a junção destes elos formará uma linda corrente.
Estes são alguns aspectos dos mandamentos de Ifá, que na verdade totalizam 16, por ser muito extenso, ficamos apenas com esses.
Itan do Odu Ikafun:
II II
II I
II II
II II
Quando os Maiores (os Irunmole) chegaram a Terra, fizeram todos os tipos de coisas erradas que foram avisados que não fizessem.
Então, começaram a morrer um atrás do outro e, desesperados, puseram-se a gritar e a acusar Orunmilá de está-los assassinando.
Orunmilá então defendeu-se dizendo que não era ele que os estava matando.
Orunmilá disse que os maiores estavam morrendo porque não cumpriam os mandamentos de Ifá.
Então IFÁ disse: A habilidade de comportar-se com honra é obedecer aos mandamentos de Ifá, o que é de sua inteira responsabilidade.
A HABILIDADE DE COMPORTAR-SE COM HONRA E OBEDECER AOS MANDAMENTOS DE IFÁ É MINHA RESPONSABILIDADE TAMBÉM.
POSTAREI ALGUNS PARA REFLEXÃO:
1o Mandamento
Eles, os 16 Maiores, caminhavam em busca da Terra Prometida, Ile Ifé, a Terra do Amor, para pedirem Ire Ariku (o bem da longevidade) ao Deus Supremo, Olofin. Então perguntaram a Orunmilá: “Viveremos vida longa como foi prometido por Olodumare quando foi feita a consulta através do oráculo de Ifá?” E eles (os adivinhos), responderam: “Aquele que pretende vida longa, que não chame a esúrú” (tipo de inhame parecido com pequenas batatas)”. (Chamar esúrú significa falar do que não se sabe).
Significado do 1o mandamento:
O sacerdote não deve enganar ao seu semelhante acenando com conhecimentos que não possui.
Interpretação:
O sacerdote não deve dizer o que não sabe, ou seja, passar ensinamentos incorretos ou que não tenham sido transmitidos pelos seus mestres e mais velhos. É necessário o conhecimento verdadeiro para a prática da verdadeira religião.
Mensagem:
Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá graves conseqüências pelos seus atos. A natureza se incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual.
DIGNIDADE E HONRA - ATRIBUTOS REAIS
2o Mandamento
“Eles avisaram aos Maiores que não chamassem a todos de esúrú”. (Chamar a todos de “esúrú” é considerar todas as coisas como contas sagradas).
Significado do 2o Mandamento:
O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado.
Interpretação:
Não se pode proceder a rituais sem que se tenha investidura e conhecimento básico para realizá-los. Chamar a todos de esúrú é considerar a todos, indiscriminadamente, como seres talhados para a missão sacerdotal, o que é uma inverdade ou, o que é pior, uma manipulação de interesses. Da mesma forma que nem todas as contas servem para formar-se o eleké (colar) de um Orixá (como as contas sagradas), nem todos os seres humanos nasceram fadados para a prática sacerdotal.
Mensagem:
Para ser um sacerdote de Ifá ou Òrìsá, são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais.
A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado.
Da má interpretação e inobservância deste mandamento resulta a grande quantidade de maus sacerdotes que proliferam hoje em dia dentro do Culto de Orunmilá/ Òrìsá.
Ai observa-se a diferença entre “ser bàbáláwo/Olorisá” e “estar bàbáláwo/Olorisá”. Aquele que se submete à iniciação visando tão somente o status de bàbáláwo/Olorisá, jamais será um verdadeiro sacerdote de Orunmilá/Òrìsá. “Estará” bàbáláwo/Olorisá, cargo adquirido pela iniciação, mas jamais “será” bàbáláwo/Olorisá, condição imposta por sua vocação, dedicação e desprendimento. Cabe ao sacerdote que procede a iniciação escolher, com muito critério, aqueles que são realmente dignos do sacerdócio.
DIGNIDADE E HONRA - ATRIBUTOS REAIS
3o Mandamento
Eles avisaram que não chamassem forças, da forma errada “ódidé”. (Uma referência às aves noturnas e misteriosas, que se nutrem de sangue. Dar maus conselhos e orientações erradas é expor as pessoas aos perigos de energias maléficas e sem controle).
Significado do 3o mandamento:
O sacerdote nunca deve desencaminhar as pessoas dando-lhes maus conselhos e orientações erradas.
Interpretação:
É inadmissível que um sacerdote se utilize do seu poder e do seu conhecimento religioso para, em proveito próprio, induzir ao erro aqueles que o seguem. Ao agirem desta forma, assumem a postura das aves noturnas que, nas trevas, saciam suas necessidades com o sacrifício e o sangue dos outros.
Mensagem:
Uma das mais importantes funções do sacerdote é orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro do “irê” (boa sorte), de acordo com os ditames estabelecidos por seu Odu pessoal e seus Orixás de cabeça.
Quem chega aos pés de Orunmilá para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador.
A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de conquistas e abusos.
DIGNIDADE E HONRA - ATRIBUTOS REAIS
4o Mandamento
Eles avisaram que não dissessem que as folhas sagradas do arabá (Ceiba Pethandra), são folhas da árvore "oriro".
(Tudo deve ser feito de acordo com os ditames e os preceitos religiosos. A simples troca de uma simples folha pode ocasionar conseqüências maléficas ou tornar sem efeito um grande ebó da mesma forma que as folhas do arabá não são iguais às folhas de oriro).
Significado do 4o Mandamento:
O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como elementos de segurança ou de culto.
Interpretação:
Os procedimentos litúrgicos devem ser observados integralmente e a ninguém cabe o direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em “aquilo” é que está a solução.
Mensagem:
Aquele que se utiliza de meios escusos e enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança. Usando de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e de bom coração, o sacerdote provoca o descontentamento de Orunmilá e a conseqüente ira de Esu, e isto não é bom. Cada entidade espiritual possui um nome individual, de acordo com a determinação de Olofin (Deus). Da mesma forma, cada Esú possui nome e identidade própria, assim como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que esta Entidade tão sagrada e importante dentro do culto, seja assentada e entregue de maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam ignorantes do seu nome, forma de tratamento e especificidade de função.
Sentença: “Orunmilá é aquele que nos olha com amor, não façamos por onde possa nos olhar com desprezo”.
Texto pesquisado na net sem autoria expressa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

VERSOS DE IFÁ

Versos de Ifá


A Sabedoria não esta no mais culto,
A Sabedoria não esta no mais rico.
A Sabedoria não esta no mais velho,
A Sabedoria não esta no mais humilde...
A Sabedoria não esta no maior ouvinte...
A Sabedoria não está na mais falante...
Não a encontramos no maior guerreiro...
Não a encontramos no maior pregador da Paz....
Assim se queremos encontrá-la...
Devemos mergulhar no interior de cada um e olhar a sua pureza e de cada um desses maiores e colher uma pequena perola que chamasse amor...
Ai sim reside à essência de toda sabedoria...
Pois sabedoria não são uma qualidade isolada e sim um conjunto de vários valores
Humanos e espirituais utilizados com humildade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O BEM E O MAL

O BEM E O MAL
O bem e o mau esta intrínseco em tudo quanto conhecemos neste mundo visível e também se faz presente em todas as religiões é só pararmos e observarmos que pode ser no Taoo no Budismo apesar de que pregam que seus adeptos não devem praticar o ato de tirar a vida sem como meio de sobrevivência, mas no Kardecismo aprendemos que há espíritos não evoluídos (maus) na Umbanda também e por assim poderemos inúmeras todas indicando praticamente a necessidade de uma convivência entre os dois lados então a nossa maior obrigação e procurar manter o equilíbrio destas forças. Assim não é diferente em nossas crenças de origem Ioruba onde o texto abaixo faz uma boa explanação:
O universo Iorubá é dividido em duas metades. A direita que é habitada por forças benévolas e o esquerdo são habitados por forças do mal, conhecidas por Ajogun.
Estes guerreiros, ajoguns, têm oitos forças malignas importantes: Morte, Doença, Perdas, Paralisia, Problemas, Maldição, Obstáculo, Prisão e os males não mencionados. Como males não mencionados encontramos dor de estomago, lepra, dor de cabeça, AIDS e etc...
Estas forças formam um grupo de 200 divindades + 1, onde o 1 representa a possibilidade de aumento destes números. Que pode ser explicada por doenças novas, por isso o Universo iorubá é místico e elástico.
Como é possível então que as forças benevolentes convivam com as forças do mal neste universo (Cosmos).
O ponto principal é que existe um ponto de equilíbrio entre essas forças, que estam sempre em conflito. A força do mal estam sempre lutando contra os seres humanos por isto essa parte do cosmos está sempre em conflito. Os conflitos são a ordem do dia e não a paz.
Porque qualquer coisa que fazemos está provocando conflito. O nosso café da manhã, nosso almoço e jantar, não só cria conflito, como também tem a ver com alguma morte no Universo (cosmos), por exemplo, ao sair com seu carro à noite você pode ter matado alguns insetos no seu caminho, quantas mortes sua alimentação provocou?
Olhando por este ângulo como podemos ter paz?
Para a maioria dos africanos os sacrifícios existem a fim de manter a paz e o equilíbrio. Os sacrifícios têm que envolver todas as forças, tanto malignas como benignas e os seres humanos.
O sacrifício é nossa maneira de nos comunicar com as forças sobrenaturais e apresentar nosso problema. Uma vez que foram aceitos/recebidos, todas as forças se empenham em trabalhar para o ser humano e resolver este problema e alcançar a paz.
O nigeriano freqüentemente usa frangos, galos, galinhas e frangas em seus sacrifícios.
Por que isso?
Porque estes animais representam a galinha que acompanhou as divindades na sua jornada do Orun ao Ayè (do céu a Terra). A galinha foi responsável pelo primeiro adubo que foi lançado sobre a terra e o espalhou fertilizando o solo. Ela foi o primeiro habitante da Terra.
Por este motivo não há problema que ela não conheça ou testemunhou.
Ela conhece este quebra-cabeça. Ela termina com o mito de quem nasceu primeiro: ‘o ovo ou a galinha’.
O homem tem a tendência de fazer uso diário de coisas que dão bons resultados. Então quando enviamos mensagens para o céu, usamos a galinha porque ela se lembra que foi ela quem acompanhou as divindades em sua jornada para a Terra e é conhecedor de ambos os mundos, o visível e o invisível, portanto um bom mediador e mensageiro.
O sacrifício tem sido um tema de controvérsia entre muitos estudiosos, para não mencionar, outras religiões. Nosso sacrifício tem sido muito mal interpretado.
Para nós, cultuadores de Òrìsá, falar, orar e pensar não é suficiente para uma comunicação completa com as divindades. Como teremos certeza que Olodunmarè entende nossa língua e todas as línguas do mundo, digo nossa mensagem, “Como é que os animais que não falam, podem entrar em contato com Olodunmarè e levar nosso pedido?”
Pense nas formigas, se você coloca um pouco de mel em uma mesa, no dia seguinte estará cheio de formiga em volta do mel. Seu sentido, seu olfato é muito mais desenvolvido que o nosso, ela apareceu porque foi induzida através e uma mensagem. É por esta razão que devemos pensar que todos seremos nada sem uma mensagem perfeita.
Não sentimos cheiro de sal e açúcar, isso demonstra que somente oriki e orações não são suficientes para uma comunicação com as divindades.
Quando executamos um sacrifício a uma divindade e executamos outro ao Deus brincalhão (Esù), que compartilha os dois lados do Universo. Esquerda e direita e informa tudo a Olodunmarè, que tem 200+1 divindades malévolas como suas filhas, estamos buscando o equilíbrio e a cura de nossos problemas através de Esú e outras divindades também.
Podemos notar como é difícil nossa comunicação direta com os Deuses africanos. Não é como outra religião onde o contato com o Deus maior é direto. Além disso, devemos pensar que Olodunmarè tem como seus filhos as forças do bem e do mal e lhes deu o poder da energia vital (asè), podemos inclusive nos perguntar por que Ele fez isso. Porque todo lado tem duas versões, porque quando se fala do bem, temos certeza que o mal também existe e um não poderia viver sem o outro, daí nasce à noção de equilíbrio.
Podemos usar o exemplo de uma pessoa doente que sacrifica, este sacrifício deve ser dado tanto a divindade da direita como a divindade da esquerda, porém se Esù não participa não há como haver alguém que dialogue com os dois lados a seu favor. Feito isso com certeza teremos paz.
Esù usará isto para manter as forças da esquerda longe de você.
É deste jeito que a paz é alcançada, por isto sacrifício deve ser feito de uma maneira constante e consistente.
Esta maneira de convívio com o mundo invisível é de difícil compreensão pelos povos ocidentais.
A forma interessante de olhar este tipo de vida, implica que cada um de nós é, de certa forma, responsável pela sua prosperidade.
Então se você quer melhorar sua vida, tem que oferecer sacrifício, paz, tranqüilidade e prosperidade não são comercializadas.
Seja o que for colocado ou removido de seu caminho terá que ser através de sacrifício.
Isto pode estar ligado a sangue ou alimentos, como também podem estar ligado as suas ações.
Como uma mulher que limpa o apere de Ifá de 4 em 4 dias, cantando e dançando, dedicando seu tempo a divindade da sabedoria, isto é sacrifício.
A idéia de sacrifício Ioruba é uma grande contribuição ao pensamento religioso, mas freqüentemente é mal interpretada.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EXÚ É CONDENADO A PAGAR O BODE

A ESPERTEZA DE EXU JÁ LHE TROUXE PROBLEMAS, QUE COMO ELE SENHOR DA ARDILEZA SOB TRANSFERIR AOS OUTROS PARA PAGAR A CONTA:

Este Iton nos lembra que tudo que fazemos dentro de nosso culto tem um porque, nada pode ser tirado da cartola como um passe de mágica, portanto lembrem-se que qualquer ebò (oferenda) tem uma finalidade e ninguém pode em nome de Deus tentar ocupar o lugar de Deus e ditar normas.
Foi à deslealdade do bode que o tornou vítima sacrificial para Èşu. Mais importante, todavia, o bode tornou-se a principal oferenda para ele por causa de um débito como Rei da Morte. Irosun- Irete revela como o filho de um Ọdu de Ọrúnm.lá chamado Imoton ou “sabe-tudo” aborreceu o Rei da Morte. Para testar o quanto de sabedoría ele realmente tinha, como seu nome indicava, o Rei da Morte deu-lhe um bode para criar para ele, ordenando-lhe que ele trouxesse, anualmente, os filhotes que ele gerasse. Enquanto isso Ọrúnm.lá tinha pensado em comprar uma cabra para viver com o bode. Èşu alertou-o que esta abordagem não seria aceitável pelo Rei da Morte. Èşu disse a Ọrúnm.lá que lhe desse o bode para comer e que ele saberia o que fazer quando chegasse à hora.
Quatro anos mais tarde, o Rei da Morte mandou uma mensagem ao filho de Ọrúnm.lá para que lhe trouxesse o bode e suas crias. Nesse momento, Èşu pediu que lhe comprasse outro bode que ele também matou e comeu, deixando um de seus membros e a cabeça. Ele usou a para marcar pegadas no chão, simulando o movimento de uma grande quantidade de bodes. Èşu também preparou cordas
supostamente usadas para amarrar uma quantidade grande de bodes. Èşu em seguida acompanhou Ọrúnm.lá para responder ao enigma do rei da Morte. Chegando lá, Èşu explicou que quando eles vinham vindos com as crias ao lado do bode, um grupo de bandidos armados os atacou, roubando o bode e seus filhotes. Para substanciar a história, Èşu mostrou ao Rei da Morte as cordas usadas para amarrar todos os bodes. Acrescentou que eles tinham matado o bode Original e por isso lhe tinham trazido a cabeça e a pata.
O Rei da Morte então se voltou para Èşu dizendo que ele teria de pagar pelo bode perpetuamente.
Èşu por sua vez, reuniu as duzentas divindades e disse-lhes que daquela data em diante, se elas quisessem paz e prosperidade deveria sempre lhe oferecer bodes para que ele resgatasse seu débito como Rei da Morte. Esse é o bode que todos nós pagamos a Èşu até hoje. Até onde este autor pode verificar, todas as divindades conhecidas recomendam a seus seguidores oferecer, periodicamente, sacrifício de bodes a Èşu.

OFUN MEJI NOS MOSTRA A VAIDADE.

COMO É LINDO NOSSOS ITÁS E SUA SIMPLICIDADE PARA NOS FAZER ENTENDER COISAS TÃO COMPLEXAS QUANTO A NOSSA VAIDADE, MERGULHEMOS NESTA SABEDORIA ANCESTRAL.


OFUN MEJI - COMO O ETU ADQUIRIU IMPORTÂNCIA NO CULTO AO SER ABENÇOADO POR OBATALÁ



Naquele tempo a galinha d’angola era inteiramente preta e vivia só e infeliz dentro da mata. Para resolver seus problemas de solidão, foi consultar o adivinho de Obatalá para que lhe indicasse um ebó que lhe permitisse conseguir uma companheira como todos os demais bichos possuíam. Chegando à casa do adivinho, o pobre animal não foi por ele recebido porque, sendo completamente preto, não poderia entrar numa casa onde o Orixá do Branco era cultuado, pois a cor preta era considerada como uma grande ofensa.

Desolado, o bicho que apesar de viver só era muito rico, reuniu uma grande quantidade de alimentos e saiu sem rumo, na esperança de encontrar em outro lugar qualquer, alguém que lhe fizesse companhia.

Depois de muito caminhar encontrou, numa clareira, um velho muito estropiado que gemendo, estendeu-lhe as mãos dizendo:

"Dá-me um pouco de comida e de água, pois estou exausto e já não posso conseguir alimento para minha própria sobrevivência".

Condoído, Etú serviu de seu próprio alimento ao velho e saciou-lhe a sede com a água que trazia dentro de uma cabaça.

Logo que acabou de comer, o pobre velho, de tão enfraquecido, caiu em sono profundo e, ao despertar muitas horas depois, deparou com Etú que preocupado, velava por seu sono.

Já refeito, o velho perguntou:

"Que fazes sozinho no interior desta floresta? Não sabes que ela é sagrada e que só os iniciados podem adentrá-la?”.

"Ando sem destino. Nasci só e sempre vivi só. Minha aparência é muito repugnante e minha feiúra impede que as pessoas permitam que me aproxime delas”. Replicou a ave.

"Tua feiúra exterior nada é, comparada com tua beleza interior. Aproxima-te mais e, como recompensa pela tua bondade, modificarei um pouco a tua aparência”.

Ordenou o velho.

Pegando pó de efun o velho, que outro não era que o próprio Obatalá, soprou sobre o corpo de Etú deixando-o, a partir de então, todo pintalgado. Reunindo alguns elementos sagrados, modelou um cone que colocou no alto de sua cabeça dizendo:

"A PARTIR DE HOJE, SERÁS O ANIMAL MAIS IMPORTANTE NA RELIGIÃO DOS ORIXÁS, NADA PODERÁ SER FEITO SEM A TUA COLABORAÇÃO E, COMO SINAL DESTA IMPORTÂNCIA, SERÁS O ÚNICO DENTRE OS SERES VIVOS A PORTAR O OXÚ, SÍMBOLO DA ALIANÇA FORMALIZADA ENTRE O INICIADO E SEU ORIXÁ. POSSUIRÁS, ALEM DISTO, TANTAS FÊMEAS QUANTAS QUISERES E TUA PROLE SERÁ NUMEROSA E SE ESPALHARÁ SOBRE A TERRA."

Por este motivo a galinha d'angola possui o corpo coberto de pintas e carrega sobre a cabeça uma crista cônica, assemelhando-se ao neófito durante o ritual da iniciação. Sua presença em todas as cerimônias iniciáticas é indispensável e todos os Orixás a exigem em seus rituais.